| Histórico |
Bem-humorado. Mal-humorado. Lúcido. Desmemoriado. Simples.
Sofisticado. Moderno. Antiquado. Transgressor. Engajado. Libertário. Libertino. Idealista. Pessimista. Cáustico. Fraternal. Desbocado.
Poeta. Zombador. São muitos os Oscares que emergem do filme
Oscar Niemeyer - A vida é um sopro, o primeiro documentário de
longa-metragem do diretor gaúcho Fabiano Maciel e do produtor e
diretor carioca Sacha.
Lançado no ano em que se comemora o centenário de seu personagem-título, Oscar Niemeyer - A vida é um sopro consumiu quase
uma década entre as primeiras filmagens, no verão de 1998, e seu
lançamento nos cinemas em abril de 2007.
A demora fez bem ao filme. Além de propiciar, de um lado, o distanciamento do tema e, de outro, o estreitamento da ligação com o
protagonista da história que se propõe a contar, a espera compulsória
viabilizou o registro da passagem do tempo de um homem em plena
atividade na última década de seu centenário e a inclusão de obras
que não estariam prontas se a montagem final do filme tivesse que ser
ultimada antes. É caso, por exemplo, do Museu Oscar Niemeyer, em
Curitiba, cujas imagens funcionam como uma metáfora perfeita das
divagações existenciais do arquiteto. As filmagens também registraram
as obras do arquiteto nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Ouro
Preto, São Paulo, Volta Redonda, Curitiba, Paris, Le Havre, Argel, Constantine, Milão, e Nova Iorque.
Em poucas palavras, em Oscar Niemeyer - A vida é um sopro, (no
filme, como na vida), a dilatação do tempo contribuiu para o refinamento, o azeitamento e a maturidade das potencialidades que já lhe
eram intrínsecas. |
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